quinta-feira, 14 de maio de 2009
The book is on the table again
Bom, mas voltando a falar de flores (já notaram que esta é uma boa forma de sublimar os problemas?) ontem fui a floricultura do núcleo e achei muito chic poder escolher as flores que desejo comprar num catálogo. Isto é Carajás! Você chega na loja tem só meia dúzia de flores e metade disto de vasos, aí vc fica desanimada e a depressão chega. Mas aí vc começa a conversar com a vendedora, que tem todo o tempo do mundo e lhe dá maior atenção, e descobre que as plantas vem de Holambra por encomenda. Vc escolhe num belo e colorido catálogo e em quatro dias recebe as belezuras. Estranho, né? Sinto-me na fazenda comprando enlatado. Mas gostei da experiência e pretendo voltar mais vezes à loja. Nada como estas facilidades de cidade grande. Qualquer dia estou até mandando flores pra vcs!!! Me aguardem.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
What a nice surprise!!!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sintonia fina
Ainda por cima me parece que este blog não vai aceitar mais fotos e vídeos. Ou será a Vale mais uma vez restringindo. Vou precisar checar num outro computador porque minha esperança de ter internet própria também foi por água abaixo. O conexão do modem da TIM que comprei chega do sul maravilha de jegue. Será que chega?
Bom, mas pra não dizer que não falei de flores, uma das coisas que fiz na folga foi ver orquídeas no Jardim Botânico. Se pudesse colocaria aqui algumas fotos.Que coisa mais linda todas aquelas variedades, algumas que jamais tinha visto. Andar por aquele Jardim e testemunhar tantas maravilhas da natureza não me fez em nenhum momento pensar no meu mato sem cachorro. Inexistente.
Pedalei pela ciclovia, caminhei pelo Arpoador e tomei aquela água de coco gelada que me esperava fazia 3 semanas. Doce como pensada e energética como requerida.
Estas foram as primeiras providências depois de beijar o solo carioca e abrir os pulmões pra todos os ares urbanos.
As segundas providências depois de encher a geladeira com o rango da semana, verificar se tudo estava no seu lugar dentro de casa e programar alguns encontros com a família, abri o journal e procurei o que sabia encontrar de sobra. Difícil decidir dentre tantas coisas legais pra ver. Duas delas cito aqui como sugestão:a peça 'Gloriosa' com Marília Pera (agora só em SP)e uma esposição no Centro Cultural da Justiça Federal. E que lugar bonito este Centro!!! Quem nunca foi, vá e não deixe de ver o salão dos juízes. É uma bela viagem ao passado.
Pois bem, fechamos a semana com um encontro do dia das mães. Abraços, beijos e um até junho quando nos veremos de novo.
Então tá né, fazer o que?
Opa! Aumenta a música que tá começando a tocar no rádio.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Chove chuva, chove sem parar...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Até Picapau tá pirando
Não estou falando isto por alguma razão pessoal, mas é que ouvi uns papos de depressão que me deixaram preocupada. Mas o fato é que algumas coisas estranhas andam acontecendo e depois que o Picapau errou o pau e veio picar o poste, não me surpreendo com mais nada.
Estive ausente por uns dias mas é esta vida agitada... muitos programas sociais, encontros, almoços, viagens, etc, etc, etc. Nem te conto. Tá bom eu vou contar, aí lá vão as manchetes:
Jogo do Cruzeiro x Atlético rende bom papo e sábados na floresta - Convidados para o último jogo dos times citados (mineiro aqui é mato, sô), conhecemos uma menina que participa de um grupo que faz caminhadas e rapel pelas cachoeiras da floresta. Todos os sábados eles se aventuram por trilhas na mata e já estamos inscritos para as novas aventuras. Aguardem notícia.
Coquetel é o melhor das sextas - Vocês devem estar se perguntando o que se faz por aqui nas sextas-feiras. Bom, ainda não sei exatamente mas descobri que o Pub na pracinha perto de casa faz uns coquetéis maravilhosos. Isto quando tem todos os ingredientes e você chega antes das 22h, quando a simpática garçonete chega dizendo que em poucos minutos encerrarão as atividades. Pode?
Encontrado o jardineiro ideal - Depois de uma incansável e interminável tarefa de percorrer as ruas do núcleo para achar um jardineiro que finalizasse o serviço inacabado e mal feito do primeiro incompetente contratado, achei o seu Cícero, senhor baixo de andar cansado, óculos tortos e caídos, pele maltratada de sol, mas que soube entender o que eu queria e não fugiu da raia. Em dois dias terminou o serviço e prometeu voltar no futuro. Ufa!!! Daqui a alguns meses mostro a grama verdinha e cortadinha, quem sabe até com um Ipê plantado na frente de casa. Parece incrível mas está difícil arrumar uma muda de árvore por aqui.
Filhos já podem se orgulhar dos pais - Meu segundo dia de aula de violão já não doeu tanto. Os dedos já movimentam-se livremente, ou quase. Marcelo já pode dizer que o presente dado no Natal não foi em vão, o bichinho perdeu o mofo, as cordas vibram e a caixa ressoa afinada. Mais uns meses e estarei incomodando os vizinhos. Quanto ao Beto, este será o orgulho da Barbara, só abla espanhol e anda cantando "Quanta la mera" todo dia, quero dizer Guantanamera (viva o google!).
Baiano de Ilhéus faz sucesso no Peba - Sábado passado fomos almoçar no 'Acarajé do Baiano', restaurante de comida típica baiana. Deliciosa peixada amarela com pirão de peixe, arroz bem branquinho e vinagrete. Saudade do tempero baiano. Depois do almoço ele nos contou sua odisséia pelas terras paraenses mas anda feliz com o sucesso. Afinal, baiano é o que não falta por aqui e ainda tem os emprestados.
Bom... vou parando por aqui minha gente, com tanta agitação, fiquei cansada. Até mais!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Tudo igual mas diferente
Pelo fato de estar num platô e ter sido inteligentemente construído, o Núcleo de Carajás manda toda a água que cai dos céus pra baixo. Parauapebas é que sofre, pois fica no pé do morrão.
Bom, mas hoje fiz uma coisa diferente. Fui me matricular numa aula de violão. Depois que o Marcelo nos deu, pra mim e pro Beto, um violão de presente, tenho pensado em não o decepcioná-lo e começar a arranhar umas notas. Na verdade, sempre tive vontade de aprender, mas sabe como é... Então hoje fiz meu dia diferente e enfrentei os dedos duros, a voz enferrujada e o violão quase mofado.
Posso dizer, que apesar de ter saído meio torta da aula (hora e meia de puro contorcionismo), não fiz feio, acho que há esperança. Estou cheia das tarefas e de agora em diante eu vou modificar o meu modo de vida (só pra homenagear nosso Roberto Carlos). Vou botar música neste mato sem cachorro.
Então, me aguardem.
Beijo
domingo, 19 de abril de 2009
Comentários
Quando vai chegando perto da minha folga (20 x 10, ida pro Rio, oba!) vou ficando meio impaciente com algumas coisas, e hoje, pra escapar também da falta de energia que deixou o dia no Núcleo ainda mais silencioso, resolvi que iríamos ao Zoo.
Não digam que é programa de índio porque eu vou ter que concordar. Sabem quem nós encontramos por lá? Um índio e uma índia Xicrin, obviamente não estavam pelados o que nos deixou um pouco mais a vontade em chegar perto e conversar. E foi o que eu fiz embora Beto ficasse me puxando pra ir embora. Ele deve ter suas razões, mas eu estava muito interessada em levar um papo com eles.
O índio falava conosco um português de iniciante e uma outra língua, talvez o tupi-guarani, com a índia. Esta só mostrou pro que veio depois que começou a fazer umas tatuagens nas moças. Que habilidade! Rapidamente ela pintava e desenhava usando um pauzinho que passava na mão-palheta cheia de jenipapo.
Pois então, informo aos leitores deste blog, Jenipapo, em tupi-guarani, significa "fruta que mancha ou de fazer tintura, fruta que serve para pintar". Tudo comprovado. Ele pinta que é uma beleza! O que escreveram nos livros está conferido ao vivo e à cores.
Quanto ao índio, vendia tacapes, arco e flexa de brinquedo e um enfeite pra cabeça. Ele observava e dava o preço das coisas. Tinha aquele jeitão de índio dos livros e até uma cara simpática. Comprei um enfeite pra cabeça, tentei arrancar-lhe mais algumas palavras mas acho que ele só aguardava a índia terminar o serviço pra pegar sua canoa e descer o rio. Ou quem sabe, segundo o Beto, pegar sua D20 e descer a estrada para o Peba.
Nunca se sabe o que acontece por estes lados de cá. Este Brasil daqui é uma surpresa todo dia. E a pergunta é: até quando poderemos nos encontrar com índios falando suas línguas e vendendo seu produto?
Voltei pra casa com a sensação de ter conhecido o Brasil do passado, o mesmo que trocou suas riquezas por poucos reais.
