quinta-feira, 21 de maio de 2009

Orgânicos - continuação

Minha filha hoje ficaria orgulhosa da mamãe aqui. Comprei banana orgânica!!! Do jeitinho que ela compra na feira da Glória, pequenas, feiosas, mas suculentas e totalmente desprovidas de pesticidas. Um deleite total para os naturebas. E viva o verde!

Bom, hoje fui a feirinha que tem no centro de Carajás para comprar tapioca. Yes, por aqui também tem biju e do jeitinho que se vende na Bahia, por litro. Aproveitei para trocar umas idéias com a senhora Francisca e acabei contratando um escambo. Próxima semana trocarei terra vegetal por roupas. Acreditem se quiser, mas isto aqui é outro mundo. Haviam me falado sobre esta senhora e do inusitado comércio, fui então conferir. Negócio fechado e agora só preciso arrumar umas roupinhas ou toalhas de banho pra permutar com a terra vegetal que irá direto para a horta e o minhocário.

Nesta feirinha a gente encontra outros produtos como mandioca, laranja, maracujá (8 por R$3,00, uma pechincha), jambu. Pois deixa eu falar um pouco mais desta verdura pra lá de paraense pois é utilizada nos principais quitutes daqui: pato ao tucupi e o tacacá. E segundo o Wikipédia, até em pizza cai bem na mozarela, além de trimilicar os lábios de seus comensais. Seja lá o que isto quer dizer, deve fazer muito bem porque os Chineses não dispensam a especiaria. Qualquer dia vou comprar o jambu e lhes conto qual foi a reação dos meus lábios.

Mas voltando a feirinha orgânica, que não tem toda a fama da feirinha da Glória mas as semelhanças são muitas, solicitei também a Francisca uns ouriços. Não se assustem porque não é o que estão pensando, ouriço aqui é o fruto da castanheira. Ele também é redondo mas não espeta. Tem um buraco e dentro ficam as castanhas que são as sementes. Retirando suas cascas grossas e que dão o maior trabalho, encontramos o que se pode e deve comer. Rica em selênio, a castanha tem poder anti-oxidante e os entendidos andam recomendando três por dia pra gente poder morrer saudável.

Preciso andar com minha máquina em punho. Nada como matar a cobra e mostrar o pau. Opa! Esta expressão é totalmente incorreta por aqui. Mas falando em animais da floresta, sabiam que a cotia é a principal plantadora de castanheiras da floresta? Aliás ela é responsável pela plantação de várias árvores, ela não pode ver uma sementinha que já vai esconder debaixo da terra, se brotar vira refeição, se por acaso a cotia esquecer de voltar ao lugar onde a plantou, vira árvore.

E por hoje chega de cultura amazônica! O sono bateu e garanto que as cotias foram pra cama. Só ouço agora o som dos grilos. Até mais.

domingo, 17 de maio de 2009

Orgânicos


Depois de muita luta pra conseguir um local e os ingredientes necessários para uma horta, plantamos hoje as primeiras mudas de verdura. Consegui com um dos vizinhos distantes algumas mudinhas de couve e com os vizinhos próximos, que conhecemos hoje, hortelã e (quem diria!?) taioba (obviamente fui apresentada a ela com historinha de avós e tudo).

Algumas pessoas por aqui tem horta em casa, mas toda à atenção tem que ser dada as cotias que adoram brotos. Sabiam que elas pegam os carroços de abacate, manga ou outra fruta, enterram e quando aparecem os primeiros sinais do broto, retornam para se deliciarem com a nova plantinha? Isto me faz lembrar os novos quitutes naturebas que são os ' sprouts' (brotos), vi algumas lojas no Canadá onde plantam sprouts até pra gatos. Achei que isto era uma novidade mas a natureza vem fazendo isto a muito tempo, nós é que estamos atrasados. Energia vital vem mesmo dos brotos! (Acho que isto vale também pra raça humana, o que acham?)

Sendo assim a manhã foi totalmente sócio-natural, eu diria. Começamos nossas primeiras relações sociais com os vizinhos e ainda de quebra iniciamos uma relação orgânica com nosso quintal. Até então era a luta jardineiros x minha pessoa, irritada e impaciente com a incompentência e abuso local.

Acho que estamos no caminho certo da auto-sustentabilidade porque pra completar, um minhocário está em processo. Descobri que não podemos trazer animais que não são endêmicos da região, e até pensei em como seria para fazer um minhocário, já que o meu fornecedor de terra vegetal, que se disse ser conhecedor de técnicas agrícolas, negou a existência de minhocas na floresta. Estranhei, mas como tudo aqui é possível, pensei que talvez a minhoca estivesse preferindo também o asfalto. Bom, mas remexendo a terra trazida pelo sujeito citado acima, descobri algumas, e estava SEM óculos, o que me faz pensar que: ou o cara é cego, ou um contador de histórias, pra não dizer outra coisa.

Vou lá fora agora tirar uma foto da horta, e não estranhe o design, é horta mesmo e não cocho, porque não pretendo e nem posso criar um bezerro por aqui.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

The book is on the table again

Voltei minhas atividades linguísticas, ou seja, meus alunos estão sofrendo nas minhas mãos. Digo isto não por desmérito próprio mas porque acho que sou das antigas. Tem que fazer paracasa, ler um livro por semana, assistir a filme, fazer apresentação, ouvir CNN, e durante a aula não pode respirar. Opa! Agora fiquei preocupada, será que eles vão me aguentar?

Bom, mas voltando a falar de flores (já notaram que esta é uma boa forma de sublimar os problemas?) ontem fui a floricultura do núcleo e achei muito chic poder escolher as flores que desejo comprar num catálogo. Isto é Carajás! Você chega na loja tem só meia dúzia de flores e metade disto de vasos, aí vc fica desanimada e a depressão chega. Mas aí vc começa a conversar com a vendedora, que tem todo o tempo do mundo e lhe dá maior atenção, e descobre que as plantas vem de Holambra por encomenda. Vc escolhe num belo e colorido catálogo e em quatro dias recebe as belezuras. Estranho, né? Sinto-me na fazenda comprando enlatado. Mas gostei da experiência e pretendo voltar mais vezes à loja. Nada como estas facilidades de cidade grande. Qualquer dia estou até mandando flores pra vcs!!! Me aguardem.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

What a nice surprise!!!




Ufa! Aí estão algumas das orquídeas encontradas no Jardim Botânico. Felizmente o blog e a Vale continuam me permitindo fotos e vídeos. Sendo assim, logo que a chuva pare, poderei continuar minhas atividades jornalísticas por estas bandas do norte. Por ora, estou apenas colocando minha rotina em dia, mas só o suficiente pra não perder o prumo. Volto em breve com notícias (espero que boas).


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sintonia fina

Liguei meu rádio e ainda não consigo sintonizar minha estação favorita. Depois de dez dias sem chuva, temperatura de outono, aconchego dos filhos, família e amigos no Rio, só alguns dias me farão recompor e voltar a sintonizar novamente. Por ora estou fazendo uma força danada pra não quebrar o rádio.

Ainda por cima me parece que este blog não vai aceitar mais fotos e vídeos. Ou será a Vale mais uma vez restringindo. Vou precisar checar num outro computador porque minha esperança de ter internet própria também foi por água abaixo. O conexão do modem da TIM que comprei chega do sul maravilha de jegue. Será que chega?

Bom, mas pra não dizer que não falei de flores, uma das coisas que fiz na folga foi ver orquídeas no Jardim Botânico. Se pudesse colocaria aqui algumas fotos.Que coisa mais linda todas aquelas variedades, algumas que jamais tinha visto. Andar por aquele Jardim e testemunhar tantas maravilhas da natureza não me fez em nenhum momento pensar no meu mato sem cachorro. Inexistente.

Pedalei pela ciclovia, caminhei pelo Arpoador e tomei aquela água de coco gelada que me esperava fazia 3 semanas. Doce como pensada e energética como requerida.

Estas foram as primeiras providências depois de beijar o solo carioca e abrir os pulmões pra todos os ares urbanos.

As segundas providências depois de encher a geladeira com o rango da semana, verificar se tudo estava no seu lugar dentro de casa e programar alguns encontros com a família, abri o journal e procurei o que sabia encontrar de sobra. Difícil decidir dentre tantas coisas legais pra ver. Duas delas cito aqui como sugestão:a peça 'Gloriosa' com Marília Pera (agora só em SP)e uma esposição no Centro Cultural da Justiça Federal. E que lugar bonito este Centro!!! Quem nunca foi, vá e não deixe de ver o salão dos juízes. É uma bela viagem ao passado.

Pois bem, fechamos a semana com um encontro do dia das mães. Abraços, beijos e um até junho quando nos veremos de novo.

Então tá né, fazer o que?

Opa! Aumenta a música que tá começando a tocar no rádio.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Chove chuva, chove sem parar...


Não sei de onde vem tanta água, por favor meteorologistas de plantão, me expliquem porque tanta chuva. Não faz nem sol pra poder evaporar água e formar nuvens?! São litros e litros de água jorrando todo dia. Como diz o Beto, previsão do tempo aqui é muito fácil - chuva para as próximas 24 horas.
Mas por aqui não tem tempo ruim, a galera vai pra escola, pro trabalho, às compras, com chuva e tudo. A diferença é o tamanho dos guarda-chuvas, parecem barraca de praia.
Hoje a noite saí pra caminhar e vi um céu estrelado e uma lua crescente, mas isto não quer dizer que amanhã teremos sol. Nananinanão... o céu amanhã vai desaguar em nossas cabeças mais uma vez. Se desse pra canalizar esta água e mandar pro Nordeste, ele iria realmente virar mar. Cadê o povo da transposição do São Francisco? Não dá pra transpor o Rio Parauapebas?


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Até Picapau tá pirando

Não estou falando isto por alguma razão pessoal, mas é que ouvi uns papos de depressão que me deixaram preocupada. Mas o fato é que algumas coisas estranhas andam acontecendo e depois que o Picapau errou o pau e veio picar o poste, não me surpreendo com mais nada.

Estive ausente por uns dias mas é esta vida agitada... muitos programas sociais, encontros, almoços, viagens, etc, etc, etc. Nem te conto. Tá bom eu vou contar, aí lá vão as manchetes:

Jogo do Cruzeiro x Atlético rende bom papo e sábados na floresta - Convidados para o último jogo dos times citados (mineiro aqui é mato, sô), conhecemos uma menina que participa de um grupo que faz caminhadas e rapel pelas cachoeiras da floresta. Todos os sábados eles se aventuram por trilhas na mata e já estamos inscritos para as novas aventuras. Aguardem notícia.

Coquetel é o melhor das sextas - Vocês devem estar se perguntando o que se faz por aqui nas sextas-feiras. Bom, ainda não sei exatamente mas descobri que o Pub na pracinha perto de casa faz uns coquetéis maravilhosos. Isto quando tem todos os ingredientes e você chega antes das 22h, quando a simpática garçonete chega dizendo que em poucos minutos encerrarão as atividades. Pode?

Encontrado o jardineiro ideal - Depois de uma incansável e interminável tarefa de percorrer as ruas do núcleo para achar um jardineiro que finalizasse o serviço inacabado e mal feito do primeiro incompetente contratado, achei o seu Cícero, senhor baixo de andar cansado, óculos tortos e caídos, pele maltratada de sol, mas que soube entender o que eu queria e não fugiu da raia. Em dois dias terminou o serviço e prometeu voltar no futuro. Ufa!!! Daqui a alguns meses mostro a grama verdinha e cortadinha, quem sabe até com um Ipê plantado na frente de casa. Parece incrível mas está difícil arrumar uma muda de árvore por aqui.

Filhos já podem se orgulhar dos pais - Meu segundo dia de aula de violão já não doeu tanto. Os dedos já movimentam-se livremente, ou quase. Marcelo já pode dizer que o presente dado no Natal não foi em vão, o bichinho perdeu o mofo, as cordas vibram e a caixa ressoa afinada. Mais uns meses e estarei incomodando os vizinhos. Quanto ao Beto, este será o orgulho da Barbara, só abla espanhol e anda cantando "Quanta la mera" todo dia, quero dizer Guantanamera (viva o google!).

Baiano de Ilhéus faz sucesso no Peba - Sábado passado fomos almoçar no 'Acarajé do Baiano', restaurante de comida típica baiana. Deliciosa peixada amarela com pirão de peixe, arroz bem branquinho e vinagrete. Saudade do tempero baiano. Depois do almoço ele nos contou sua odisséia pelas terras paraenses mas anda feliz com o sucesso. Afinal, baiano é o que não falta por aqui e ainda tem os emprestados.

Bom... vou parando por aqui minha gente, com tanta agitação, fiquei cansada. Até mais!